De 13 de Maio de 2006 a 31 de Dezembro de 2012, o meu primeiro blog

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Quarta-feira, 28 de Maio de 2008

Uma das aquisições do nosso tempo refere-se à percepção do importante papel que a Emoção tem sobre o exercício da racionalidade. Penso, aliás, que a dicotomia razão/emoção tenderá a desaparecer pois tudo indica que não é em absoluto possível separar uma da outra, isto é, não há decisões “razoáveis” sem a que emoção realmente intervenha. A separação razão/emoção é, assim, apenas útil à compreensão dos fenómenos, neste caso, à compreensão do “processo de decisão”.
E o que vou compreendendo é que toda a decisão política é essencialmente emocional. Ainda que sustentada tecnicamente, na arbitragem dos interesses, há sempre favorecimento de uns em “prejuízo” de outros sendo certo que, por diferentes meios, o mesmo Estado vai agora em busca das devidas compensações a oferecer aos afectados negativamente pelas decisões políticas.

Retomando um pouco a lógica do que expus acima – ver [2] Barragem do Fridão: questão técnica ou política? – a decisão política agora tomada favorecerá, inevitavelmente, uma das dimensões técnicas em presença sendo que o argumento económico, mesmo se com base na defesa de determinados princípios ambientais, será o que, também neste caso, terá prevalecido como tem acontecido nas últimas decisões com impactes sociais mais evidentes.

JNobre às 18:58
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