De 13 de Maio de 2006 a 31 de Dezembro de 2012, o meu primeiro blog

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Quinta-feira, 05 de Maio de 2011

Aproveitando o facto de o mês de Abril ter sido marcado por diversas manifestações religiosas, muito sensíveis no nosso contexto cultural, pretendi, na crónica do mês passado, chamar a atenção dos leitores para a importância da defesa da laicidade do Estado, sem contudo transformar o laicismo numa nova e mais perniciosa religião, do mesmo Estado. É um tema actual, complexo, controverso, cujo debate se justifica num momento em que a geoestratégia ocidental se joga, particularmente no mediterrâneo e no médio oriente, no precário equilíbrio de nações, cultural, histórica e politicamente separadas.

Este mês, de Maio, escolhi voltar a um tema relacionado com o meu exercício profissional: o Ordenamento do Território. Após um ano de recobro sobre os dramáticos acontecimentos de Fevereiro de 2010, na Madeira, o ministério público, em exercício naquela região autónoma, considerou não ser possível identificar responsáveis pelas mortes dos acidentados, responsabilidade que atribuiu a causas naturais. Percebe-se o melindre da questão. Concordo até que seria desajustado, senão mesmo injusto, dar início a uma espécie de “caça às bruxas” no sentido de fazer pagar alguns pelas asneiras de todos. Mas que haveríamos de aprender para que tais cenários não se repetissem, disso, não tenho dúvidas. Pois que sirva ao menos para isso: para alertar consciências e verificar até que ponto poderia ter sido evitado ou até que ponto poderia ter acontecido, em maior ou menos escala, num ou outro lugar de um dos nossos concelhos.

JNobre às 00:00
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