De 13 de Maio de 2006 a 31 de Dezembro de 2012, o meu primeiro blog

//Subscrever

Posts

Sexta-feira, 08 de Agosto de 2008

Na noite de terça-feira, 5 de Agosto de 2008, realizou-se na estação rupestre de Campelo uma sessão de fotografias destinada à divulgação deste local único junto da comunidade científica e do público em geral.

Na circunstância, o arqueólogo António Dinis recebeu um pequeno grupo de interessados, entre os quais 2 jornalistas de um conhecido diário nacional, aproveitando para explicar porque considera estarmos, muito provavelmente, perante um santuário pré-histórico de características pouco vulgares, mesmo no contexto europeu.

 

O facto de, durante as escavações realizadas durante o passado mês de Julho, não se terem encontrado vestígios da permanência de grupos humanos, leva a supor tratar-se de um sítio destinado a práticas rituais, aonde acorreriam os habitantes das imediações com um propósito estritamente ritual.

Estando ainda por estabelecer a que divindade ou divindades concretas estaria dedicado, parece evidente a sua relação geográfica e simbólica ao Monte Farinha, em cuja encosta média se situa, e à luz solar, sem a qual, sobretudo a partir das incidências do nascer e do pôr do sol, seria quase impossível perceber a profusão de inscrições que ao longo dos séculos (ou mesmo milénios) foram produzidos sobre a rocha por sacerdotes, iniciados ou devotos.

As fotos a preto-e-branco, tiradas com um telemóvel, fazem adivinhar, apesar da sua qualidade precária, a riqueza do discurso civilizacional que ainda se esconde à sombra dos pinheiros de Campelo...

 

 
Comentários
 
jts disse sobre "Santuário" pré-histórico de Campelo na Sexta-feira, 8 de Agosto de 2008 às 23:47:

 

Meu caro Arquitecto, parece incrível, mas é verdade.
Serei um dos poucos Mondinenses, que não conhece as escavações arqueológicas do Campelo e do Crastueiro.
Ainda há dias o Dr. António Dinis me lançou o repto para uma visita, em que teria muito gosto de me explicar todos os desenvolvimentos dos trabalhos, que com os seus alunos e a ajuda do Município, tem realizado.
Obviamente que fiquei encantado com as fotos maravilhosas que acaba de publicar no seu blog, e que me aguçaram o apetite, para uma visita àquele local, que apenas recordo dos tempos de criança, quando subia o alto do monte a pé e passava pelas chamadas "pegadinhas", que afinal não eram mais que uma relíquia milenar dos nossos antepassados.
Obrigado amigo Arquitecto, pelas fotos, pelo bonito texto e principalmente pela avidês que me concedeu, para eu desta vez, deixar de fazer parte daqueles que não conhecem como deviam, as coisas lindas da sua terra.
Prometo que irei lá dentro de dias, para conhecer, fotografar, e meditar, nessa maravilha de que toda a gente fala.
Humildemente envergonhado, por aos setenta anos não conhecer a minha terra, agradeço muito penhorado a oportunidade que me deu.
Um abraço,
Teixeira da Silva.
JNobre às 19:00
|
Etiquetas: