De 13 de Maio de 2006 a 31 de Dezembro de 2012, o meu primeiro blog

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Domingo, 08 de Agosto de 2010

A propósito de slow reading a minha crónica deste mês n'O Basto digital.

Sob o sol, tudo tende a ser mais lento. A energia necessária para se produzir um movimento, um pensamento, é muito maior. O nosso cérebro, os nossos músculos, como que se retraiem sabiamente diante de uma ameaça maior, apelando a que esperemos por melhor oportunidade para tomar iniciativas e agir.

No meu espírito cruzam-se várias intuições a este propósito. Activismo, "stress", "workaholicism", são como expressões de uma tendência muito moderna de "andar para a frente", fazer sem pensar. Ora, por defeito de origem e de formação, valorizo empenhada e militantemente, os tempos dedicados à reflexão, à leitura, à meditação, ao projecto e ao planeamento. Acho mesmo que o nosso tempo está amarrado a um perigoso equívoco que elogia a iniciativa ainda que esta seja despropositada, extemporânea e/ou descontextualizada.

Na crónica que escrevi, o mês passado, para a versão digital d'O Basto, a propósito da economia do Mundial 2010, reflecti um pouco sobre a importância filosófica e económica do lazer. Hoje, a pretexto do sol, da praia e da relação que muitos de nós priveligiam em férias, com os livros e leituras, subscrevo os princípios do "slow reading", inscritas no movimento "slow" que pretende valorizar o que se projecta, planeia e faz, no devido tempo, no respeito pelos ritmos naturais que decorrem de sermos seres dotados de inteligência e critivadidade, oportunas, e tão bem se expressam nos valores locais.

[Créditos: slow reading na Newsweek; slow movement]

 

JNobre às 18:56
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