De 13 de Maio de 2006 a 31 de Dezembro de 2012, o meu primeiro blog

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Sábado, 08 de Julho de 2006

Quando nos anos 80 do século passado (!) os presidentes da câmara dos municípios de Basto subscreveram os termos de aceitação da desactivação da Linha do Tâmega, fizeram-no, como é do conhecimento público, no pressuposto de que deveria ser construída, em alternativa, uma rodovia estruturante.

A falta de cumprimento deste compromisso, por parte do Estado, no que diz respeito a Mondim de Basto é, à luz da sua iminente integração na NUT do Ave, motivo de reflexão. Na verdade, apesar da existência do projecto do acesso de Mondim à Via do Tâmega, não se vislumbra o início da sua concretização. Enquanto, por outro lado, a construção da Autoestrada A7 nunca foi verdadeiramente encarada, quer pelos serviços desconcentrados do Estado, quer pela própria autarquia, como alternativa estratégica à Via do Tâmega. Tenha-se em consideração o facto de Mondim não ter qualquer nó de acesso à mesma, apesar desta atravessar o seu território mas, sobretudo, o facto de não se terem previsto quaisquer obras de beneficiação na rede viária existente.

Desconheço de quem parte a argumentação que sustentará a transição de Mondim de Basto do Tâmega para o Ave mas de uma coisa estou certo: não foi pensada senão recentemente. De outro modo, a A7 teria sido encarada como a via estruturante da nova identidade territorial e Mondim de Basto não teria ficado à margem da sua concepção física oferecendo-lhe, simplesmente, passagem, no extremo norte do concelho.

JNobre às 11:00
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