De 13 de Maio de 2006 a 31 de Dezembro de 2012, o meu primeiro blog

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Sábado, 22 de Julho de 2006

Gosta dela assim: no meio da rua!

 

 

Foi num dia como o de hoje que pela primeira vez vi Mondim. Um dia de sol, florido e perfumado. Para entrar pela esguia porta verde do "Eirô", tive de ziguezaguear por entre as tendas dos feirantes, escutando, talvez, Marco Paulo, ou o êxito da novela do momento. Mais ao fundo, a voz metalizada de um fabricante de sonhos, oferecia um conjunto exagerado de panos de cozinha, mais uma toalha de mesa, um conjunto de paninhos para o chá... por uma nota só! "E ainda leva esta camilha!"

 

 

Nesse dia enchi a minha pequena "rolley" de fotos da Feira de Mondim e para sempre me liguei a esta terra: não há amor como o primeiro!

 

É por isso que gosto da Feira assim: enchendo as ruas, transbordando, viva, colorida, sonora. Tenho já saudades de quando ela se for e espero que os Palmeiras ou o Carlos Costa a registem bem, nas suas muitas faces, antes que se extinga.

 

 

Sei que não pensa assim a maioria (?) dos mondinenses, particularmente os comerciantes e residentes da zona velha da Vila. Pois eu penso que também eles, secretamente talvez, terão, um dia, saudades "desta" Feira. Pois não é verdade que comprando aqui também se compra ali? Aviados no espaço da Feira Nova, não partirão os forasteiros, de regresso às suas terras, mais depressa?

 

 

As feiras e os mercados estão aliás na origem das cidades, vilas e até das aldeias. Mas sobretudo as primeiras, lugares de encontro e de trocas, cruzamento de caminhos, fossem de terra ou de água.

 

Mudar o lugar da Feira será uma exigência do progresso, um modelo de organização urbana conforme à boa ordem das coisas. Mas o progresso é paradoxal, e a alegria de uns é a tristeza, ou a nostalgia, de outros. 

 

Meu caro amigo, Arquitecto...! Porque hoje é Domingo e o "Dia do Senhor", e apesar de estar a trabalhar na Central dos Bombeiros - que Deus me perdoe - estou muito bem disposto.
Primeiro não deixei de fazer o meu comentário e apreciação à visita que fiz ao Castroeiro.
Agora, uma coisa muito mais importante:
Fui confrontado com uma ideia - atenção, que não é minha - que segundo a pessoa que a concebeu, estaria encontrada a solução para a resolução de um melhor local para a tão falada zona desportiva.
Então lá vai:
Quem estiver junto ao pontão do carril, na E.N. 312, ao pé da rotunda da feira e levantar os olhos em direcção ao ribeiro do Ribadal, vê uma extenção de terreno enorme, que foi adquirido pelo município, para a instalação da feira da vila.
A ideia até nem seria má, mas não está a ser cumprida. A feira continua a ser feita pelas ruas da vila, para gáudio dos feirantes, que preferem estar como estão.
Ora, uma vez que aquele espaço, apenas e só, tem servido para quatro dias por ano, se realizar a feira da terra e servir de parque de estacionamento aos camiões, pensamos que foi um dinheiro muito mal gasto pela autarquia.
A solução para a recuperação do investimento feito, estaria na concessão de um projecto, em que ali pudesse nascer, a zona desportiva da vila, com a construção de um estádio polivalente, com todas as infraestruturas modernas, substituindo o actual estádio, por uma urbanização mais adquada ao desenvolvimento habitacional da vila.
Em consciência, gostei da ideia, e deixo-a aqui, para discussão pública, com a devida autorização do proprietário deste "blog".
Um grande abraço.
Teixeira da Silva.

 

Anónimo disse a Sun, 28 Dec 2008 01:20:56 GMT:

Lindas fotos! -Bem haja quem as deixou cá.
Também gosto da feira, precisamente assim. Isto assim é que é Mondim. E realmente as pessoas iam á feira comprar; mas também às lojas, pois na feira nunca há de tudo. Muito bem observado. Estas fotos fazem saudades.

 

pediu autorização das pessoas para publicar estas fotos ou isto está civilizadamente Incorrecto?

JNobre às 09:30
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