De 13 de Maio de 2006 a 31 de Dezembro de 2012, o meu primeiro blog

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Domingo, 09 de Maio de 2010

O meu terceiro artigo, escrito para a edição "on-line" de O Basto  tem um propósito aparentemente simples: dizer, em poucas palavras, porque é que o solo é hoje um bem escasso, um recurso primário, tão finito e susceptível como a água ou o ar. À semelhança destes elementos, o solo está sob a ameaça da avidez humana e carece de cuidados especiais. Em nome das gerações futuras, nossos filhos e netos, a quem por obrigação moral deixaremos este e outros legados, é importante conhecê-lo na sua diversidade e respeitá-lo na sua identidade única, antes de sobre ele agir. Se outros argumentos não tivéssemos, creio que os desastres naturais que este ano se têm sucedido, provam o quanto foram ignorados princípios básicos de Ordenamento, fosse por pobreza ou ignorância mas, também, por sobranceria.

É curioso notar, aliás, que as questões relacionadas com o Ordenamento do Território têm merecido a atenção do grupo de cronistas que integram o mesmo painel. Assim, Alfredo Pinto Coelho escreveu já sobre Agricultura e Organização do Território, enquanto Carlos Leite ainda recentemente defendia, a pretexto da abertura da exposição universal "Xangai 2010", a importância de requalificar os espaços urbanos, através da diversificação das actividades que podem e devem comportar. Não por acaso, certamente...

Como deixo registado no final do referido artigo, expresso estas minhas preocupações enquanto está aberto o processo de revisão dos planos directores municipais de Celorico de Basto e de Mondim de Basto, avançam os projectos relativos aos Aproveitamentos Hidroeléctricos do Vale do Tâmega e, por consequência, de uma linha de muito alta tensão que atravessará alguns dos nossos municípios. Espero ser oportuno.

 

As minhas crónicas anteriores, no mesmo suporte:

Janelas de Oportunidade [22 de Março de 2010]

A Última Palavra [15 de Abril de 2010]

JNobre às 00:00
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