De 13 de Maio de 2006 a 31 de Dezembro de 2012, o meu primeiro blog

//Subscrever

Posts

Sábado, 30 de Janeiro de 2010

São, como expressam as palavras, valores a partir dos quais se podem fixar objectivos, antes, e avaliar resultados, depois. São indicadores que orientam as decisões, abstractos e genéricos, que uma vez aplicados ao contexto real sofrem desvios, positivos ou negativos, conforme o padrão de quem avalia. Não se pode dizer que um produto "é caro" ou que "é barato" sem cuidar de perceber a que exigências responde, considerar a sua robustez material e as expectativas de performance do(s) utilisador(es), face aos constrangimentos do tempo e do lugar. Nestes tempos de mudança dos paradigmas económicos, falta-me paciência para o falso economicismo, para o discurso populista do "coitadinho", para a poupança do "clip" e do "post-it". Não é porque não acredite na importância do detalhe, do pormenor, das "pequenas coisas" (o exercício profissional não mo permitiria), mas porque tenho ouvido precipitados juízos de quem parece mais preocupado em dar respostas que seguem o senso-comum do que conceber uma ousada visão de futuro.

Tenho pensado nisto, enquanto escuto os argumentos dos diferentes interlocutores no debate do Orçamento. Pensei-o ontem quando o Prof. António Dinis apresentou o livro editado pela Câmara Municipal, fruto de um trabalho metódico, continuado e persistente. Um trabalho de quem crê no que faz e que, por isso, leva os outros a crer.

Assim como as pedras mudas, quase abandonadas, apenas têm valor para os que se dispõem a ouvir e a entender as suas mensagens ancestrais, as iniciativas, os projectos e as realizações só têm valor para quem, com o seu esforço, as concebeu, os desenhou e os concretizou, no momento próprio. Vencidos os obstáculos e as incompreensões, depois de sujeitos à prova do tempo, estão enfim em condições de passar a ser também valores de referência.

JNobre às 15:28
|