De 13 de Maio de 2006 a 31 de Dezembro de 2012, o meu primeiro blog

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Sábado, 27 de Junho de 2009

Congratulo-me com a decisão do Sr. Presidente da República, de ter optado por agendar para 27 de Setembro a realização das eleições legislativas, não as fazendo assim coincidir com as eleições autárquicas que, conforme decisão do governo, se realizarão a 11 de Outubro.

Do argumentário.

Foi bastante interessante seguir os debates e tomadas de posição mas, a meu ver, houve muito mais de circunstancial e (até quando?...) de interesse partidário, na defesa deste ou daquele argumento. Porque, de um ponto de vista estratégico e numa perspectiva de gestão de recursos, nada tenho contra a ideia da realização simultânea de eleições ou de outro tipo de sufrágios (como "referendos", por exemplo). Essa prática é bastante comum em países de democracia madura, como nos Estados Unidos da América ou a Confederação Helvética (Suiça, para os amigos) referência da democracia referendária.

Nesta decisão porém, e é esta a minha opinião, estava em causa, e continua a estar, a dignificação do poder local como expressão da vontade dos eleitores locais. Sei perfeitamente que os eleitores são suficientemente instruídos para perceber a diferença entre votar em listas destinadas a eleger deputados nacionais, ou em listas destinadas a constituir o governo municipal. O argumento economicista pareceu-me "miserabilista" (termo que aprendi com Alberto João Jardim).

Vontade local: solidariedade ou interferência?

O que concluí dos debates, a partir de uma "leitura" local  (razão de ser deste meu espaço de opinião) é que o jogo de interferências e de tentativas de manipulação dos interesses locais teria, por parte dos aparelhos partidários de hierarquia superior (leia-se "distrital" e "nacional") e perante a possibilidade de um sufrágio simultâneo, um poderoso argumento a favor da "compatibilidade" de interesses. Com base nessa estranha concepção de solidariedade insitucional, já nas eleições autárquicas de 2005, qualquer das secções concelhias [de Mondim de Basto] dos partidos ditos de vocação governamental - Partido Socialista e Partido Social Democrata - teve dificuldades em levar a sufrágio as suas primeiras escolhas. Este ano, a história, com diferenças em pequenos detalhes, vai-se repetindo, com episódios que envolveram os principais protagonistas ao longo dos últimos quatro anos.

Por um verdadeiro debate local.

O que realmente desejo é que o facto de, em definitivo, virmos a ter eleições e, portanto, tempo e espaço, para campanhas locais, possa trazer a debate os projectos alternativos dos candidatos a sufragar pelos eleitores de Mondim de Basto, a 11 de Outubro.

JNobre às 14:30
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