De 13 de Maio de 2006 a 31 de Dezembro de 2012, o meu primeiro blog

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Sexta-feira, 19 de Junho de 2009

... a "dança das cadeiras":

O jogo é conhecido. Colocam-se no meio da sala umas quantas cadeiras, em número sempre inferior ao dos que se adiantam para participar. Ao som de uma música, misteriosamente controlada por poderosa mão, dançam os interessados ao redor, sem poder parar. A uma interrupção brusca, todos se sentam! Todos? Não. Uns quantos ficam de fora, por não terem sido suficientemente lestos. O jogo prossegue, até que se obtenha um número razoável de vencedores. Em geral, vencem os mais motivados, os que sempre andaram próximo do centro, sem nunca perder de vista uma ou outra cadeira.

...na secretaria:

Pouco importa o que pensam os militantes, sobretudo se forem locais. Maiores são os desígnios da nação e os militantes terão que esperar um pouco mais, fazer um sacrifício. Deixem passar quem há muito foi eleito e que, convenhamos, porque haveria de submeter-se ao vexame de uma escolha?

...o(s) candidato(s):

José Eduardo Moniz foi convidado para liderar uma candidatura (à presidência do Benfica). Recusou. Se aceitasse “agora”, isto é, nestas circunstâncias e condições, haveria que liderar um projecto que não é seu, mas de terceiros: dos que lá estão até ao fim do mandato, e dos que hoje o convidam para liderar. Mas disse mais. Que o projecto que pondera construir “em tempo oportuno”, isto é, de acordo com um calendário ponderado e adequado, não é um projecto contra ninguém, mas uma alternativa.

Não vou deter-me em mais comentários. Vim apenas registar, para memória futura. Para quando os projectos políticos forem verdadeiras alternativas que o eleitor legitimará na cabine de voto. Para quando as listas candidatas forem grupos de trabalho, com visão própria, consolidada em perfis multidisciplinares e projectos viáveis, com realização programada. Então, ganhará o país (ou a comunidade local) qualquer que seja o resultado.

 

[Mondim de Basto]

JNobre às 18:00
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