De 13 de Maio de 2006 a 31 de Dezembro de 2012, o meu primeiro blog

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Domingo, 08 de Março de 2009

Não serei seguramente um perito em cultura mondinense, mas já percebi que uma das suas marcas identitárias mais fortes muito deve à relação com o Brasil. Para lá partiram, no final do século XIX e nas primeiras décadas do século XX, recente passado, os filhos das melhores famílias de Mondim. Ali constituíram fortuna de que, de certo modo, ainda hoje desfrutamos através de legados que marcaram o desenvolvimento social, deixando marcas no tecido urbano e social.

Mais recentemente ainda, a emigração para França (anos 60 do século passado), para a Suíça (anos 80 do mesmo século) e para Espanha (entrando já pelo novo século), trouxe-nos novos contributos, novos desafios culturais. O regresso dos que até meados dos anos 70 do século XX tinham em África todo um património material e afectivo, marcou também, até hoje, a paisagem social desta pequena terra, à semelhança aliás do que ocorreu por todo o Portugal Continental. Acredito firmemente que as trocas culturais como as que resultam desta “abertura”, tolerada ou compulsivamente aceite, tornam os grupos humanos, sociologicamente falando, mais robustos e capazes de enfrentar melhor os desafios do Tempo e da História.

JNobre às 14:00
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Mondim, sempre viveu num comodismo atroz...
Critica-se, comenta-se, fala-se de tudo e pouco ou nada se faz.
Esta terra,tem uma história riquíssima, que alguns homens de boa vontade, histudaram, investigaram e continuam a desbravar nas poeiras do tempo, trazendo à superfície da actualidade, as riquezas dos nossos ancestrais.
Nas nossas escolas, só agora se começa a falar do Mondim de hontem, tão rico e tão belo, e que tão poucos conhecem.
Os professores dos nossos filhos, têm uma responsabilidade acrescida de ensinar; as nossas autarquias - Cãmara e Juntas de Freguesia - têm ainda mais responsabilidade.
Por isso, é que, a realização de eventos como estes, serão sempre de louvar, patrocinar e ajudar.

Teixeira da Silva.
jts a 15 de Março de 2009 às 18:09

Onde se lê, " histudaram", deve ler-se "estudaram".
As minhas desculpas.
jts a 17 de Março de 2009 às 18:51

Onde alguns encontram motivos para uma acérrima critica a um suposto atentado cosmético à cultura Mondinense, o Arq. recorda-nos que são marcas identitárias de diferentes fluxos emigratórios, e consequente importação cultural (e exportação... dirão os países que receberam os nossos conterrâneos).

Cumps!
AtoMo a 18 de Março de 2009 às 13:06