De 13 de Maio de 2006 a 31 de Dezembro de 2012, o meu primeiro blog

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Domingo, 15 de Fevereiro de 2009

Carlos Magno, o jornalista de "Contraditório" e "Alma Nostra", costuma parafrasear Adriano Moreira que terá um dia afirmado: "Estamos constantemente a ser surpreendidos com o que estávamos à espera".

Lembrei-me desta frase quando li o "post" de Vítor Pimenta no seu http://malmaior.blogspot.com/ e ouvi a reportagem da Rádio Voz de Basto a propósito do debate que, sobre a construção da "Barragem do Fridão", ocorreu em Cabeceiras de Basto na sexta-feira passada (13 de Fevereiro de 2009).

Vivendo em Mondim de Basto, desde 1984, e tendo a minha actividade profissional directamente ligada às questões do Ordenamento do Território, sempre ouvi falar da tal "Barragem" que, apesar de constar como servidão administrativa nos Planos Directores Municipais, de 1.ª geração (1992 a 1995), dos municípios de Basto, ninguém quis levar a sério. "O processo parece realmente irreversível" escreve Vítor Pimenta no seu "blog", e acrescenta: "o Estado já recebeu a tranche que lhe era devida, e fez barato o vale do Tâmega no leito do Fridão, vendido por pouco mais de 200 milhões de euros por 75(!) anos...".

Chegados aqui, não seria melhor considerarmos, com novo realismo, os "impactes" que realmente se adivinham? E, de entre estes, os de natureza sociológica, que pouco ou nada têm sido considerados. Espero poder dar um contributo.  

JNobre às 20:03
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Nada poderia ser mais correcto nesta situação.
Relembro as campanhas desmedidas feitas desde o início em relação a este assunto. Pena é, que em grande medida a discussão só realmente se iniciasse depois da fase de discussão pública. E aqui, repartimos culpas enquanto interessados com os promotores que também não fizeram tudo o que podiam/deviam para promover a discussão nos meios afectados.

"Um olho na burra outro no cigano!"

Temos agora mais uma fase de discussão com a apresentação do EIA. Mais um (suposto?) espaço aberto à participação pública, que se apresenta como a última oportunidade para os defensores da manutenção do leito do Tâmega. Que as nossa energias não se esgotem nesta batalha, e tal como alude o artigo, está na altura de considerarmos uma nova realidade, conscientes que ao a ignorar, estamos também nós a agravar os possíveis prejuízos.
AtoMo a 16 de Fevereiro de 2009 às 11:32

O SAL E AS LÁGRIMAS de NELSON VILELA

"O DAS QUINAS"
«Os deuses vendem tudo quando dão
Compra-se a glória com desgraça.
Ai dos felizes, por são
Só o que passa» ( MENSAGEM)

Os que mandam
É que vendem tudo quando dão...
Corações largos
E mão aberta,
Até das lágrimas dos de nada ter
Fazem questão de ser oferta.

Dão o que lhes deram
E não podia, por herdado.
Só que habituados a ter
Não souberam
Possuir, o que com honra foi doado.

E o que no sacrificio de sangue
foi tido
Na desavença foi dado,
Como se fosse devido
Por presságio de mau fado...

Ó mar salgado, quanto do teu sal,
São lágrimas de Portugal!...

Livro: O SAL E AS LÁGRIMAS

Anónimo a 16 de Fevereiro de 2009 às 11:53

Obviamente que sim, meu caro Arquitecto... o seu contrubuto nesta discução, é indispensável...
É o assunto do momento, que não hajam dúvidas...
A "Barrajem de Fridão", irá ainda fazer correr muita tinta, antes de ser iniciada a sua construção.
Por isso mesmo, creio que em boa hora, o Presidente da Junta de Freguesia de Mondim de Basto, terá escolhido este tema, para a segunda edição do: "CONTAR,CANTAR E PINTAR MONDIM", a ter lugar de 02 a 04 de Maio próximo.
O programa está ainda em execução e brevemente será dado a conhecer.
O tema, "Os Rios" no concelho de Mondim, terásido uma grande ideia e por arrasto, a barragem do Tâmega.
Cá estaremos, se Deus nos ajudar, para darmos também o nosso contributo e ajudar a fazer lúz nos espíritos menos esclarecidos.
Uma coisa, é certa: Mondim e a sua gente, estará sempre em prmeiro lugar.
Um abraço,
Teixeira da Slva
jts a 16 de Fevereiro de 2009 às 19:05

Temo que a muita tinta que agora prevêem correr, seja um desperdício, dado que correrá tardiamente.

A discussão pública foi há mais de um ano, e agora resta a discussão do estudo de impacto ambiental. Parece que já não nos ficamos só pelo "surpreendidos... com o que já sabíamos" mas também aparecemos com "disponibilidade para discutir um pouco fora de tempo!".Atitudes por demais identificadas.

Parabéns a mais esta iniciativa da Junta! Faço votos que a nostalgia não nos acorrente mais uma vez!
AtoMo a 17 de Fevereiro de 2009 às 13:24